APRESENTAÇÕES EXECUTIVAS COM IA

3 de novembro de 2026

O que aprendemos ao levar o Copilot para a sala de aula? Apresentações executivas com IA ganham velocidade, não sentido. Na oficina com Copilot, a regra foi: primeiro o humano, depois a IA, depois o humano.

O que aprendemos ao levar o Copilot para a sala de aula.

Não sei você, mas eu estou achando uma maravilha usar a IA para me ajudar em algumas tarefas do dia a dia.

Por exemplo, estou treinando uma pessoa para realizar as vendas da La Gracia. Gravei nossos encontros, pedi para a IA transcrever tudo e, depois, organizar o que foi dito em uma apostila.

Ela organizou por produto, identificou o que falar durante a venda, o que evitar e até criou algumas abordagens rápidas para cada produto.

Gente! Imagina o tempo que eu levaria para fazer essa apostila? Foram pelo menos dois dias inteiros de trabalho transformados em alguns minutos. Não é sensacional?

Eu acho que é!

Por que a IA funciona melhor quando você sabe o que quer dizer?

A IA só conseguiu entregar tão bem porque EU entreguei para ela um conteúdo muito bem definido, organizado e consolidado dentro de mim. Ou seja, não estou usando a IA como autora, mas sim como assistente.

Afinal, você já experimentou só dar um “oi” para a IA? Gente, ela “alucina”, fica prolixa, começa a falar um monte de coisas. E se você pede para ela fazer alguma coisa sem entregar um contexto claro? Senhor! Ela começa a trazer um monte de conteúdo que não foi pedido, se confunde.

Por isso, é tão importante pensar: o que você está pedindo para ela?

Pensa que a IA tem um universo gigantesco e praticamente infinito para navegar. Se você não disser por onde ela deve caminhar, ela vai abrir possibilidades. Muitas possibilidades. E você vai ficar ali, exausto, olhando tudo aquilo sem saber por onde começar.

Por isso, é tão importante pensar no que pedir e como pedir.

Esse foi um dos pilares da Oficina de Apresentações com uso do Copilot, que realizamos em 14 e 15 de outubro para 25 participantes em um grande banco. Com 8h de Storytelling que faz sentidoe 8h de Visual que faz sentido, foi a primeira vez que incorporamos oficialmente o Copilot no plano de aula de uma oficina que já ministramos e aprimoramos há mais de 17 anos. Mais de 25 mil pessoas já construíram apresentações usando o nosso método e, dessa vez, o desafio era entender se a IA ia ajudar ou atrapalhar.

Participante da Oficina de Apresentações com Copilot da La Gracia criando apresentações executivas com IA no PowerPoint

O que aprendemos? É o que eu vou dividir com você.

O que acontece quando usamos IA para construir apresentações executivas?

A gente não queria transformar o Copilot em uma válvula de escape, ou seja, não queríamos ensinar as pessoas a apertar um botão para que a IA construísse um roteiro por elas. Queríamos que elas percebessem que a IA pode ajudar muito, mas não pode ocupar o lugar da autoria.

Afinal, o senso crítico e analítico são fundamentais para avaliar se o que a IA entrega faz sentido. E isso exige que a gente desenvolva nossas habilidades de comunicação, em vez de simplesmente delegar o trabalho à ferramenta.

Por isso, na aula de Roteiro, o participante continuava sendo o “líder”. Era ele quem fazia as perguntas, tomava as decisões e avaliava as respostas. O roteiro foi construído passo a passo, junto com a IA: ela era uma assistente amiga, com regras claras e direcionamento limitado. O participante planejava tudo: objetivo, intenção, público, benefícios e necessidades. Depois, perguntava para a IA, com um contexto claro e bem definido, o que mais ela poderia contribuir. A IA ajudava a aprimorar e ampliar, mas sem pirar.

A IA pode ajudar a aprimorar e ampliar nossas ideias, mas precisamos saber o que queremos dizer e ter clareza sobre o que esperamos dela. Até os prompts que criamos precisam fazer sentido dentro do contexto de cada projeto. Porque, se todo mundo simplesmente copiar a mesma pergunta, corre o risco de todo mundo receber respostas muito parecidas.

A IA pode ajudar muito, mas não sabe criar sentido

Você é capaz de olhar para o que a IA traz e dizer: “Isso aqui faz sentido” ou “Isso aqui não tem nada a ver com o que eu quero dizer”?

Parece simples? Mas está longe de ser, viu!

Porque a IA escreve bem, mas, quando você olha com um pouco mais de atenção, ela pode parecer aquelas pessoas que falam bonito, parecem inteligentes, argumentam de forma elegante, mas não dizem nada.

E isso pode até impressionar. Só que, se você estiver fazendo uma apresentação com um conteúdo que não faz sentido, o resultado pode ser um monte de gente sem entender nada e, por isso, sem fazer o que precisa ser feito. E você sabe, né? Falta de compreensão gera falta de ação, que gera tempo perdido, retrabalho e, no fim, perda financeira. → Compreensão para a ação

Reconheceu aí algumas situações na sua empresa? É, porque esse cenário é baseado em fatos reais. Já acontecia antes da IA e agora… só está piorando.

E convenhamos: se uma ideia não faz sentido dentro da gente, como é que a gente a defende? Como argumenta? É a IA que vai apresentar lá na frente?

As empresas estão exigindo IA nas apresentações executivas. Mas as pessoas estão sabendo usar?

Hoje, muitas empresas já querem que seus colaboradores usem IA nas apresentações. E com critério, claro.

Mas aí vem a pergunta: eles estão sabendo usar?

E, já que estamos aqui, deixa eu te perguntar também: você está sabendo usar?

Tem a questão da confidencialidade, que já é um cuidado enorme. Que informação da empresa pode entrar ali? O que não pode?

Mas existe um outro cuidado, tão importante quanto o primeiro.

Aqui na La Gracia, a gente vem ouvindo muito isso de quem nos pede propostas: “O pessoal está usando a IA, isso a gente já viu. O problema é o que chega depois.”

Ou seja, gente usando tem de monte. O que falta é saber olhar para o que a IA entrega e dizer: isso serve e porque, isso não serve e porque, isso precisa ser adaptado para quem vai ouvir.

Sabe o que é mais curioso? Esse filme a gente já viu.

Antes era o PowerPoint. Todo mundo tinha, todo mundo abria, todo mundo montava. Mas pouca gente sabia dizer por que uma apresentação funcionava e outra não.

A ferramenta mudou. A carência por critério continua.

Como fazer apresentações executivas com IA sem perder a autoria?

Foi por isso que, antes de colocar a IA para criar, trabalhamos o repertório, a intenção e a capacidade de análise.

Primeiro o humano, depois a IA. E depois, o humano novamente.

A IA ajuda na síntese, na organização e no raciocínio lógico, mas a decisão continua sendo humana.

A IA consegue criar relevância?

Sozinha, não: a IA oferece possibilidades, mas quem define o que é relevante é quem conhece o contexto e o público.

Essa é uma boa pergunta. E a resposta traz uma boa notícia.

A IA trabalha muito bem com possibilidades, mas relevância é outra coisa. Ela pode trazer muitas referências, muitos caminhos e muitas informações. Mas definir o que realmente importa depende de contexto, experiência e vivência. Depende de alguém que consiga dar significado ao que está sendo construído.

A IA consegue até organizar as informações e encontrar padrões. Mas ela abre. Somos nós, humanos, que precisamos fechar!

E isso é uma boa notícia porque é justamente aí que entra o que temos de mais humano: nossa capacidade de avaliar, escolher e dar sentido.

O Copilot nos mostrou que aquilo que não sabíamos fazer antes, agora vamos ter que aprender de qualquer jeito.

Quantas vezes você já abriu um PowerPoint e simplesmente começou a montar a apresentação, juntando slides, textos, imagens e pesquisas, sem planejar nada?

Qual é o resultado? Uma colcha de retalhos? Uma salada de informações? Um Frankenstein?

Se você fizer isso com a IA, é como entrar num corredor com mil tipos de azeite para escolher. Ela vai continuar abrindo caminhos, sugerindo, criando, trazendo referências e apresentando possibilidades. Não tem cérebro que suporte tanta opção. Você pifa, viu? Acredite.

O que planejar antes de pedir uma apresentação para a IA?

A IA te obriga a planejar antes de começar.

  • Qual é a sua intenção? Qual é o objetivo?
  • Com quem você vai falar?
  • O que essa pessoa sabe sobre o assunto? O que não sabe?
  • Qual é a principal necessidade dela?
  • O que precisa resolver na realidade em que vive?
  • O que você quer provocar?
  • Qual é o problema que deseja resolver?
  • O que é realmente relevante de tudo o que você vai falar?

Se organize antes de começar. Aí a coisa vai linda!

O que desenvolver para usar IA, se a ferramenta muda toda semana?

Percebemos que o segredo não é aprender mais e mais sobre a IA.

A ferramenta vai mudar. Aliás, já está mudando agora que estou escrevendo este artigo. O que funciona hoje pode estar diferente daqui a uma semana.

A conclusão a que estamos chegando é que precisamos desenvolver aquilo que permanece mesmo quando a ferramenta muda: nosso jeito de planejar e pensar, nosso repertório, nossa capacidade de análise, clareza de intenção, conhecimento do público, capacidade de fazer boas perguntas, senso crítico e capacidade de reconhecer o que é relevante.

Precisamos ter coragem para olhar para uma resposta da IA e dizer: “Não. Isso aqui não faz sentido.”

A IA supre nossas deficiências ou amplia o que já somos?

Facilitadora da La Gracia apresenta o slide Por que estamos aqui se a IA pode fazer tudo por nós?
Porque existe uma narrativa muito sedutora em torno da inteligência artificial: a ideia de que, finalmente, todas as nossas deficiências poderão ser supridas.

Não sabe escrever? A IA escreve.
Não sabe organizar? A IA organiza.
Não sabe fazer uma apresentação? A IA faz.
Não sabe pensar um roteiro? A IA cria.

Mas talvez exista uma pergunta escondida aí. E se ela estiver apenas ampliando aquilo que já somos?
Se temos clareza, ela pode nos ajudar a ir mais longe. Se temos repertório, ela pode ampliar nossas possibilidades. Se sabemos fazer boas perguntas, ela pode acelerar o caminho.

Mas, se não sabemos o que queremos dizer, ela pode simplesmente nos entregar mais coisas para escolher.
E o mais curioso é que, muitas vezes, nem vamos perceber. Afinal, antes da IA, já tínhamos dificuldade para identificar o que não fazia sentido. Agora, podemos receber tudo isso em segundos — muito bem escrito, muito bem organizado e com uma aparência bastante convincente.

Talvez seja justamente por isso que a pergunta mais importante não seja: “O que a IA consegue fazer?”, mas sim: “O que eu preciso saber fazer para que ela consiga me ajudar de verdade?”

É essa pergunta que estamos levando para nossas próximas experiências.

Porque, no fim, talvez a inteligência da ferramenta não seja o nosso maior desafio. O maior desafio seja continuar desenvolvendo a nossa própria inteligência humana.

Quem é a La Gracia e como levamos apresentações executivas com IA para o seu time?

A La Gracia trabalha com comunicação que faz sentido desde 2009 e, em 2010, lançou o primeiro curso de design de apresentações do Brasil. Com a metodologia CFS (Comunicação que Faz Sentido), já capacitou mais de 25 mil pessoas em empresas como Bradesco, Natura, Grupo Boticário e Porto Seguro.

Na Oficina de Apresentações com uso do Copilot, cada participante trabalha em um projeto real: planeja intenção, público e objetivo, usa a IA como assistente e sai com uma apresentação que faz sentido para quem vai ouvir. Cada turma é customizada para a realidade da sua empresa.

Quer levar a Oficina de Apresentações com uso do Copilot para o seu time?

> Fale com a La Gracia por WhatsApp.
> Fale com a La Gracia por e-mail.

Perguntas frequentes sobre apresentações executivas com IA

É possível fazer apresentações executivas com IA sem perder a autoria?

Sim. A IA funciona como assistente quando você planeja antes (intenção, objetivo e público), entrega um contexto claro e avalia cada resposta com senso crítico. Na abordagem da La Gracia, a sequência é: primeiro o humano, depois a IA, depois o humano novamente.

O Copilot consegue montar uma apresentação sozinho?

Ele consegue gerar textos, roteiros e slides, mas não decide o que é relevante para o seu público. Sem contexto, a IA abre muitas possibilidades, fica prolixa e entrega conteúdo que parece bom, mas pode não fazer sentido.

Por que respostas de IA ficam parecidas entre pessoas diferentes?

Porque, quando o comando e as referências são os mesmos, os resultados se aproximam muito. Na oficina da La Gracia, todos receberam o mesmo prompt e a mesma referência visual, e as respostas ficaram praticamente iguais. A originalidade vem do repertório e do contexto de quem pede.

O que planejar antes de pedir uma apresentação para a IA?

Defina sua intenção e objetivo, quem é o público, o que ele já sabe e o que não sabe, qual é a principal necessidade dele, o que você quer provocar e o que é realmente relevante de tudo o que vai falar.

Quais habilidades desenvolver para usar IA em apresentações?

As que permanecem quando a ferramenta muda: planejamento, repertório, capacidade de análise, clareza de intenção, conhecimento do público, capacidade de fazer boas perguntas e senso crítico para reconhecer o que é relevante.

Joyce Meira Baena

Sócia-fundadora da La Gracia, formada em Comunicação Social pela PUC-SP, há mais de 20 anos apaixonada por criar experiências de aprendizagem ativa e fazer as pessoas perceberem novas perspectivas sobre o que já sabem.

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